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ABBEM - Associação Batista Beneficente e Missionária - ONG Fortalece Atuação no Terceiro Setor


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ONG Fortalece Atuação no Terceiro Setor

Os perfis das Organizações Não-Governamentais (ONG) estão mudando com o passar dos anos.
Por Poliana Ramalho e Liliana Cláudia Os perfis das Organizações Não-Governamentais (ONG) estão mudando com o passar dos anos. Exemplo disso é a Associação Batista Beneficente Missionária (ABBEM), fundada em 1887. Além de trabalhar com o voluntariado, recebe ajuda do Governo para a execução de projetos estatais. "O papel da ONG não é substituir o Estado na execução de políticas públicas, mas caminhar juntos. Sabemos que a sociedade civil organizada deve estar exercendo o controle, juntamente com os beneficiários dos seus serviços" afirma Kênia Cristina - assistente social da ABBEM. Na ABBEM, tudo começou com o Projeto “Missionário da Lua”. Todo o trabalho foi feito em prol da própria comunidade, na favela da Lua, na base do Pici. Com o passar dos anos, a ONG especializou-se cada vez mais e ampliou suas áreas de atuação. Segundo a assistente social da Associação, houve mudanças quando a população começou a se organizar e a participação social ganhou um papel fundamental nas relações das pessoas, mudando assim a realidade local. Os programas ministrados pela ABBEM assistem desde crianças a idosos. Por exemplo, o Grupo Idade de Ouro (GIO) atende 60 senhoras, acima de 60 anos. Os programas são estendidos a familiares do público beneficiado, acreditando não ser possível desenvolver um programa social sem trabalhar a família. Existem também parcerias com a Organização Não-Governamental Associação de Defesa do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Projeto SOMAR), do Governo do Estado. Esse é o caso do Programa de Apoio ao Adolescente (PAAD), assistindo a 278 jovens entre 14 e 18 anos, com capacitação para o mercado de trabalho. "Consideramos importantíssimo para a realização de nosso trabalho a relação de confiança, respeito e transparência ao longo destes anos com os parceiros e diversos colaboradores que têm nos ajudado. Isto tem colaborado cada vez mais para que a instituição consiga manter e atingir seus objetivos e sua missão", finalizou Kênia Cristina. Seguindo o caminho da Responsabilidade Social, têm surgido diversos tipos de empresas, além das Organizações Não-Governamentais. São estatais, instituições filantrópicas, empresas privadas, fundações e associações, dentre outras. A Federação Brasileira de Farmácias (Febrafarma) está no mercado há apenas três anos, mas já entrou na "onda" da Responsabilidade Social, com trabalhos específicos beneficiando outras instituições. Uma de suas parceiras é a Fundação (ABRINQ), membro efetivo do Conselho Empresarial Nacional (CEN), que desenvolve programas educacionais de prevenção ao HIV/AIDS no ambiente de trabalho. Tem também a (COORPEL) - organização de reciclagem de papéis e plásticos, que promove a venda desse material destinando às comunidades carentes em favelas. Como trabalho autoral, a empresa farmacêutica criou o Programa "Me Conte a Sua História". Essa ação tem a participação de estudantes de jornalismo, como voluntários, que tem a missão de visitar e escutar idosos de asilos em todo Brasil. A partir desse trabalho, surgiu o livro "Me conte a sua História", composto de histórias de vida desses idosos contadas aos estudantes. Segundo o diretor executivo do Programa,Jorge Dias, os resultados desse trabalho estão inteiramente ligados à satisfação de saber que está fazendo uma ação social em benefício de um segmento da sociedade que tem muito pouco com o quê e quem contar. "Quanto mais conseguirmos divulgar o programa, vender os livros com as histórias dos idosos, visando o aumento contínuo das nossas doações financeiras, mais satisfeitos estaremos; a Febrafarma, os voluntários e os idosos", ressaltou Dias. A receita com a venda do livro é integralmente doada aos asilos. Empenhado na continuidade dessas ações sociais, o próximo projeto da empresa é a criação do Instituto Febrafarma, aumentando seu papel de Responsabilidade Social e no setor farmacêutico, incluindo também ações em saúde, vida, educação e cultura. "Temos muito trabalho pela frente", ratificou Jorge Dias. Fonte: www.fic.br/v4/revista_jornalismo

17/01/2007

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